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segunda-feira, 6 de novembro de 2017

Zaanse Schans, a terra dos moinhos de vento

Quando viajei à Holanda, decidi que não queria ver apenas Amesterdão. Já que não ia ver campos de tulipas (já tinha passado a época), quis ver outras paisagens tipicamente holandesas. Fui, então, a Zaanse Schans.


Zaanse Schans é uma pequena terra no norte da Holanda. Fica a 20 quilómetros de Amesterdão e, para chegar lá, basta apanhar o autocarro 391 na estação de comboios e autocarros Amsterdam Centraal, que parte a cada 30 minutos, se não me engano. A viagem dura cerca de 40 minutos e vale muito a pena, pois as paisagens durante todo o caminho são lindíssimas!


Ao chegar a Zaanse Schans, senti um maravilhoso perfume a chocolate no ar. Um dos muitos museus desta terra é de chocolates. Uma verdadeira loucura para os mais gulosos.
Olhando ao redor, só vemos História. Os moinhos que vemos hoje em Zaanse Schans produziam energia eólica para a indústria holandesa, no século XIX. Estão, ainda hoje, em bom estado e em funcionamento.


Esta terrinha é um verdadeiro museu a céu aberto, uma vez que os moinhos são pequenos museus, onde são produzidos queijos (com direito a degustação), pastelaria, socas holandesas, artesanato, entre outros.


Não há muito para fazer, para além de visitar os moinhos. Mas as paisagens são tão lindas que perdemo-nos aqui por horas. Sem dúvida, é um passeio que vale muito a pena.
Fiquem com mais umas fotos.

sábado, 23 de setembro de 2017

Estagiar no Parlamento Europeu » Alojamento

Recentemente, escrevi sobre o estágio que fiz no Parlamento Europeu (aqui). Expliquei como funciona e dei alguns detalhes, mas de uma forma mais geral. Recebi alguns e-mails e comentários com várias dúvidas de pessoas que também estavam interessadas em fazer o estágio.
Decidi escrever sobre algumas das dúvidas que surgiram e que eu também tive antes de fazer o estágio. Hoje, respondo às dúvidas sobre alojamento, contando um pouco da minha experiência com mais detalhes.

Primeiro que tudo, o alojamento no Luxemburgo não é caro, é muito caro!!! Sim, para nós, portugueses, que ganhamos um fantástico salário mínimo de 557€ mensais, pagar quase o dobro disso por um quarto está completamente fora de questão. Há que usar a bolsa de estágio (1293.96€/mês) com cuidado, pois metade ou mais vai logo para o alojamento.

Assim que o estagiário recebe a confirmação de que foi aceite no estágio, é disponibilizada, pelo Parlamento Europeu, uma lista de alojamento para os estagiários. Nessa lista, estão vários quartos e estúdios disponíveis na cidade do Luxemburgo e arredores e os contactos dos proprietários dos mesmos. O Parlamento adverte para as fraudes, pois não há garantias de que aqueles quartos existam. Estas listas não são oficiais, são de pessoas que enviam para lá os seus contactos, pois sabem que várias vezes por ano existem estagiários interessados em alojamento. É sempre aconselhável evitar pagamentos adiantados antes de ter a confirmação de que é de confiança. Uma forma de saber se são de confiança é perguntando a anteriores estagiários, cujos contactos são fornecidos. Existe também um grupo de estagiários no Facebook (reservado apenas a quem tenha sido aceite no estágio), onde podem pedir referências.

Os meus conselhos:
» Tentem, ao máximo, ficar na cidade do Luxemburgo ou próximo dela. Muitas das pequenas terras fora da cidade têm transportes diretos para o centro, mas aos fins de semana e feriados pode ser difícil apanhá-los, pois passam poucas vezes ou, por vezes, nem passam.
» Se possível, visitem o alojamento antes do aluguer. Se conseguirem ir para o Luxemburgo uns dias antes do início do estágio e ficar num AirBnb ou hotel, será ótimo para se familiarizarem com a zona e irem ver o alojamento pessoalmente.
» Levem algum dinheiro convosco para as primeiras duas semanas. A bolsa é paga a dia 15 de cada mês (acho que, no 1º mês, pagam um pouco mais cedo), e vão necessitar de pagar a primeira renda, caução e comida antes de a receberem. Se pedirem, o Parlamento pode adiantar o pagamento de metade da primeira bolsa, mas não vos aconselho a fazerem isso, pois vão andar sempre com o dinheiro contado.

A minha experiência:
Eu andava com muito trabalho na altura em que devia ter andado à procura de alojamento, por isso, esperei até ter férias para tratar do assunto. Tinha quase dois meses para tratar disto e acabei por tratar com três semanas de antecedência (não sejam como eu). Resultado: os alojamentos das listas estavam quase todos ocupados. Estas eram as pérolas que sobravam:
» Quartos partilhados: Para mim, estava fora de questão. Tenho 24 anos, gosto da minha independência e privacidade.
» Alojamentos que não permitiam visitas: Para quem aterra de pára-quedas num país desconhecido, não quer, certamente, passar três meses sozinho. Eu sabia que ia querer receber a minha família para me visitar, por isso, risquei logo esses.
» Quartos sem serventia de cozinha: Claro, eu até passo três meses sem comer! Só que não.
» Alojamento nas fronteiras: Embora muitíssimo mais barato, teria de apanhar mais que um transporte e perder 2 ou 3 horas nisso todos os dias.

Acabei por encontrar na internet uma agência imobiliária que alugava quartos em casas aparentemente espetaculares (Não vou partilhar o nome da agência porque não a recomendo de todo). As fotos eram lindas e as condições pareciam-me ótimas. Escolhi o meu quarto, reservei para os 3 meses (coisa esperta) e paguei as taxas para esse período. A localização era ótima (Gasperich), num bairro calmo e seguro, muito bem servido de transportes.
Cheguei ao Luxemburgo, levantei a chave na agência e fui para a casa. Procurei pelos 4 andares onde andava o meu quarto e não o encontrei. Vi uma porta para o quintal e decidi ir espreitar. Qual não é o meu espanto quando vejo um pequeno anexo nas traseiras da casa. Pois é, era o meu quarto. Era um quarto bom, mas não me agradava a ideia de ter de me levantar a meio da noite e passar pela rua para ir à casa de banho. E ninguém me tinha informado disto, por isso ali não ia ficar de certeza. Além disso, a cozinha era minúscula e era partilhada por dez pessoas.
Falei com a agência, que me mudou de alojamento. Fiquei no mesmo bairro, na mesma rua, mas numa casa muito melhor. Tinha muito mais espaço na cozinha, éramos menos inquilinos e o quarto era dentro de casa.

Ao fim de um mês naquele quarto, achei que precisava de mais espaço para mim. Eu adorava a casa, os meus colegas eram ótimos, mas éramos cinco pessoas a partilhar uma casa de banho (de manhã, era um caos) e eu não tinha onde receber a minha família.
Decidi dar outra vista de olhos pelas listas de alojamento do Parlamento, sem grandes expectativas. Encontrei, por acaso, um estúdio no bairro de Limpertsberg, muitíssimo próximo do Parlamento, e a renda era apenas mais 50€ do que estava a pagar pelo quarto. Teria onde receber visitas e teria um espaço só para mim. Visitei o estúdio, gostei muito dele e, no meu segundo mês, mudei-me para lá. Tinha alguns pontos negativos, sim, mas no geral a experiência foi boa.

Despesas:
Paguei, pelo primeiro quarto, 750€ por mês. Paguei taxas de agência de quase 300€. No fim, por rescindir o contrato mais cedo, paguei quase 200€ de "multa", que me descontaram da caução de 500€
Pelo estúdio, pagava 800€ por mês, mas acabei por gastar mais, pois tive de contratar um serviço de internet por 25€ por mês. Não tinha máquina de lavar roupa no apartamento, pelo que tinha de ir a lavandarias self-service (11€ cada lavagem + secagem), pedir à senhoria para lavar (10€ cada lavagem + secagem) ou recorrer a amigos (que foram maravilhosos e se ofereceram para me ajudar ❤). Esta é outra das coisas mais importantes do estágio. Façam amigos, eles serão a vossa família lá no Luxemburgo! Não sei o que teria feito em algumas situações mais complicadas que tive lá, se não tivesse tido a ajuda dos meus amigos. 

No geral, apesar de todos os pontos negativos, não posso dizer que a minha experiência com alojamento no Luxemburgo tenha sido má. Não foi, pelo contrário. Fiquei sempre bem alojada e não me faltou nada. Já tinha partilhado casa algumas vezes, enquanto estudei na universidade, mas nunca tinha vivido completamente sozinha. Achei que me sentiria sozinha, mas não foi isso que aconteceu. Foi uma experiência muito positiva!

Também queres estagiar no Parlamento Europeu? Tens dúvidas sobre alojamento ou qualquer outro assunto? Escreve-me para blog.mariajoao@gmail.com. 

quarta-feira, 6 de setembro de 2017

Amesterdão

Ir a Amesterdão foi algo que planeei desde o início do meu estágio no Luxemburgo, mas acabei por desistir da ideia, pois o alojamento era caríssimo. Mesmo em matéria de hostels, o mais barato que conseguia por noite em camaratas enormes era sempre em torno de 60€. À última da hora, surgiu um quartinho no AirBnb a um preço bastante acessível. Fiz a mala, apanhei o comboio e fui passar um fim de semana a Amesterdão. A viagem foi bastante longa, mas muito agradável. Vi paisagens lindíssimas.

Museus
Quando planeei a minha viagem, listei vários museus para visitar: Museu de Van Gogh, Casa de Anne Frank, Madame Tussauds, Rijksmuseum, entre outros. Para além de os preços serem muito altos (as entradas custam, em quase todos os casos, em torno de 20€), as filas eram enormes, com várias horas de espera.

Deixo umas dicas para quem quiser ir visitar os museus:
- Quem desejar visitar a Casa Museu de Anne Frank, compre antecipadamente a sua entrada no site oficial. Quem possuir este bilhete tem prioridade de entrada no museu até às 15h30. Só após essa hora é que é possível comprar bilhete diretamente no museu. E enfrentar a fila quilométrica de pessoas que aguardam desde a abertura, às 9 da manhã.
Tive mesmo pena de não saber disto, porque este museu era mesmo algo que queria visitar.
- Por toda a cidade, existem lojas chamadas Tours & Tickets, onde podem comprar bilhetes de museus, tours e combos por preços mais acessíveis do que nas próprias atrações. Não terão dificuldade em encontrar estas lojas, estão por toda a cidade.

Decidi, então, visitar o museu de cera Madame Tussauds que, por não ser único no mundo, tinha uma fila muito mais curta. Era algo que sonhava visitar. Há vários museus da Madame Tussauds por todo o mundo, com diferentes figuras de cera de celebridades. O que eu achei mais giro foi o facto de podermos interagir com as figuras. Podíamos colocar adereços, entrar em cenários, fazer parte de um desfile de moda e até cantar com a Adele. Fiquei fascinada com a perfeição de cada figura. Sem dúvida, é um museu que vale muito a pena visitar.

Madame Tussauds

Passando ao lado das filas enormes, fui andando pela cidade para descobrir as ruas, os canais e a magnífica arquitetura de Amesterdão.
Alguns pontos de interesse em Amesterdão


Uma Coffee Shop (local onde se pode fumar marijuana e outras substâncias legalmente), a montra de uma loja comum de souvenirs (sim, viram bem, chá, brownies, chupa-chupas e biscoitos com marijuana 😜) e a famosa Red Light Street.

Flower Market
A Holanda é conhecida pelos seus campos de tulipas a perder de vista. Infelizmente, já não tive oportunidade de os ver ao vivo e a cores, pois as tulipas foram colhidas duas semanas antes da minha viagem. Mas visitei um lugar que me fascinou imenso, o Flower Market. Bem no centro de Amesterdão, é um enorme mercado onde se pode comprar bolbos de tulipas, flores e plantas variadas, bonsais (crescidos ou por semear), objetos de decoração para jardins e muito mais. É o paraíso de qualquer amante da jardinagem.

Flower Market

Mercados Tradicionais
Passeando pela cidade, dei por mim a entrar neste mercado tradicional. Chama-se Albert Cuyp Market e é um mercado fixo que funciona de Segunda a Sábado. Nele, os feirantes vendem produtos frescos (fruta, legumes, comida pronta), artesanato, utilidades do lar, roupa, flores e muito mais. Senti-me inundada por diferentes culturas e amei esta experiência inesperada.
Mais tarde, soube que há muitos outros mercados deste tipo espalhados por Amesterdão.

Albert Cuyp Market

Passeio de barco pelos canais de Amesterdão
No último dia, decidi fazer um passeio de barco pelos canais de Amesterdão ao fim da tarde. Com toda a sinceridade, não é algo que valha muito a pena. Veem-se paisagens bonitas? Sim, mas são as mesmas que podemos ver a pé. Aprendi algumas coisas sobre a cidade, mas acho que 16€ por um passeio de uma hora não valem a pena.

Viver num barco?
Algo que achei maravilhoso foi o facto de muita gente viver em barcos ancorados nos canais da cidade. Esta prática começou há muitos anos, como forma de fugir às rendas elevadas das casas da cidade. Hoje em dia, é muito caro pagar uma renda de um barco-casa em Amesterdão, pois existem poucos (em comparação com apartamentos e moradias). 
Nestes barcos-casa, era até possível ver pequenos jardins com varandas e espreguiçadeiras. Tudo sempre muito bem decorado e arranjado.
Quem quiser viver a autêntica experiência de Amesterdão, pode sempre ficar alojado num barco. No AirBnb, costuma haver alguns para aluguer.

Alojamento e transportes
Como disse acima, recorri mais uma vez ao AirBnb. Viajar à última da hora para Amesterdão significa hotéis a preços exorbitantes. Com o AirBnb, para além de poupar sempre bastante dinheiro no alojamento, gosto de ficar num local onde tenha liberdade para cozinhar as minhas próprias refeições.
Este quarto amoroso foi onde dormi durante três noites. A casa estava muito limpa e o quarto tinha a cama mais confortável onde dormi em toda a minha vida e, sim, é a Branca de Neve ali na parede! 😄 A anfitriã, Altagracia (perfil do AirBnb aqui), recebeu-me com muita simpatia e deu-me muitas dicas de locais para visitar em Amesterdão. Embora a casa seja num subúrbio de Amesterdão, passava várias vezes por hora um autocarro direto para a estação central.

Fiz todos os meus passeios por Amesterdão a pé, mas deparei-me com muitas lojinhas de aluguer de bicicletas. Fica a sugestão para quem desejar explorar a cidade como os locais 🚲
Dica » Nos autocarros de Amesterdão, não é possível comprar o bilhete com dinheiro. Apenas aceitam cartão de crédito (não aceitam débito). Sugiro que comprem uns quantos bilhetes de autocarro na estação central, onde é possível pagar em dinheiro. 


Não fiz um grande plano da minha viagem, pois ia mais com o objetivo de ver a cidade e as paisagens holandesas. Acabei por perceber que muitos dos lugares interessantes tinham filas com horas de espera e decidi não visitá-los, para não perder a oportunidade de explorar outros recantos desta lindíssima cidade. Mas, mesmo assim, consegui apaixonar-me por Amesterdão, desfrutar da minha viagem ao máximo e ficar com vontade de voltar, pois ainda há muito para ver.


terça-feira, 22 de agosto de 2017

Ciao, Milano!

Um dos sonhos mais recentes que realizei foi ir a Itália. Faltavam-me apenas dois fins de semana para terminar o estágio no Luxemburgo e não tinha planos para o penúltimo. Então, decidi ir passar dois dias a Milão.
Do Luxemburgo, conseguem-se voos muito baratos para Itália com a Ryanair. Paguei trinta e poucos euros ida e volta.

Na minha lista de lugares a conhecer em Itália estão praticamente todas as cidades. A seguir aos Estados Unidos, deve ser o país que mais ocupa a minha wish list de viagens.

Ao começar a aterrar em Bérgamo (a Ryanair voa para lá a partir do Luxemburgo e de vários outros destinos), reparei que o sol brilha de forma diferente em Itália. Os campos e as terras eram mais dourados, nem sei explicar bem.

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No aeroporto de Bérgamo, apanhei um autocarro que, numa hora, me deixou no centro de Milão. Estes autocarros partem a cada 20 minutos (quer seja do aeroporto ou do centro) e cada viagem custa 5€. Se comprarmos logo os dois bilhetes (ida e volta), pagamos 9€.

O que fazer em Milão?
Quando pensamos em Milão, pensamos em compras. Não admira, esta é uma das capitais mundiais da moda e a casa de muitas marcas de designers famosos: Valentino, Gucci, Versace, Prada, Armani, Dolce & Gabanna, e não nos podemos esquecer da semana da moda de Milão, que ocorre duas vezes por ano (Fevereiro/Março e Setembro/Outubro).

Por toda a cidade, encontrarão lojas cheias de bons descontos e outlets das grandes marcas. Uma das ruas mais recomendadas para fazer compras é Corso Buenos Aires.

Loja da Zara em Milão (a Zara mais bonita que já vi!)

Catedral de Milão (Duomo)
Como tinha uma fila enorme, acabei por só a ver de fora. A sua beleza é impressionante. Todos aqueles detalhes de estilo gótico deixaram-me de boca aberta. Tive imensa pena por não ter conseguido entrar na catedral, pois sei que, por dentro, é igualmente impressionante, e a entrada custa apenas 3€. Para ver a catedral e subir ao terraço, que tem das melhores vistas da cidade, paga-se 9€. 

Catedral de Milão

Galeria Vittorio Emanuele II
A poucos passos da catedral, encontra-se esta galeria comercial, onde há lojas de grandes marcas, restaurantes e até hotéis. A sua arquitetura é linda e as pinturas são impressionantes.

Galeria Vittorio Emanuele II (exterior, interior e pintura)

Saindo da Galeria pela porta de trás, deparamo-nos com o Teatro alla Scala, à frente do qual parei para descansar um pouco as pernas e apanhar ar fresco à sombra das árvores da praça do teatro. Aqui, podemos ver uma estátua de Leonardo da Vinci, que concebeu quase toda a cidade de Milão.

Estátua de Leonardo da Vinci

Porta Ticinese
Apesar de parecer algo de pouco interesse, gostei muito desta porta pelo seu significado. Fazia parte das muralhas da cidade no século XII. Ao passar esta porta, seguimos para uma das mais importantes áreas de Milão fora do centro histórico. Inclui vários restaurantes, o parque da cidade, basílicas, ruínas romanas e os canais.

Porta Ticinese e canais de Milão


O que comer?
Uma das coisas que ansiava experimentar era a comida italiana. Eis as minhas impressões.

Pizza
Eu ia ansiosa para provar verdadeira pizza italiana. Apesar de várias pessoas italianas que conheço me terem dito que a pizza de Milão não era boa, eu adorei! Comi na Premiata Pizzeria, perto dos canais, onde paguei apenas 8€ por uma pizza enorme que teria dado para duas pessoas (se eu não fosse gulosa!). Só me surpreendi com o valor extra no talão (1,50€), que corresponde ao serviço de mesa, ao que eles chamam coperto. Ainda assim, nada de escandaloso. 


Massa
Outra das coisas que ansiava provar em Itália era a vera pasta italiana. Comi uma bolonhesa num restaurante na Galeria Vittorio Emanuele II, que não me matou a fome por completo, pois a julgar pelo lugar e pelo preço, achei que era gourmet (ahahah!). Mas, ao que parece, as pastas em Itália são apenas entradas. Mas estava deliciosa! 


Gelado
Não fiquei triste por não matar a fome com a bolonhesa, pois ainda sobrou um espacinho para um gelato. Ainda na Galeria, pus-me na enorme fila da gelataria Savini e deliciei-me com um gelado de nocciola.



Souvenirs!
Por muito estranho que pareça, não é muito fácil de encontrar lojas de lembranças pela cidade de Milão. Apenas no centro, em torno da catedral e da Galeria, podemos encontrar alguns pequenos quiosques de lembranças. Acho que vi apenas duas lojas de souvenirs onde dava para entrar. De resto, apenas quiosques.

Onde ficar?
Como marquei esta viagem com muito pouca antecedência, os hotéis eram muito caros. Decidi recorrer ao AirBnb, onde encontrei um quarto ótimo perto do estádio San Siro, sede dos famosos Inter de Milão e A. C. Milan. Tinha uma ótima conexão de autocarros e metro (25 minutos de distância do centro da cidade). Paguei 30€ por noite.

A dona da casa, Danila, era uma idosa muito simpática que já viajou pelo mundo inteiro e que me recebeu muito bem. Ofereceu-me um mapa da cidade, onde assinalou vários pontos de interesse. No dia em que me fui embora, ofereceu-me chá e bolinhos. Adorei a minha estadia na sua casa e recomendo imenso.

Link para o anúncio do quarto: https://www.airbnb.pt/rooms/13135212

Transportes
O metro de Milão fez-me lembrar muito o metro de Lisboa! Bem maior, sim, mas fácil de compreender!
O preço de cada viagem é 1,50€ e o bilhete de 24 horas é 4,50€. Estes bilhetes também podem ser utilizados nos autocarros. 


A minha opinião sobre Milão
Achei Milão uma cidade linda! Todos os edifícios são em tons de amarelo, laranja e bege, o que faz com que a cidade tenha um brilho dourado. Achei-a muito bem servida de transportes e com preços bastante acessíveis. A comida é deliciosa e as pessoas são muito simpáticas. Só sugiro que a visitem na Primavera ou no Outono, porque eu visitei-a no início do Verão e morri de calor!

Lanchinho num lugar amoroso de Milão

Como sempre, deixei coisas por ver. Os fins de semana de passeio só chegam para nos dar um gostinho do destino e deixar-nos com vontade de voltar. Quando me disseram que não teria grande coisa para ver em Milão, achei que dois dias chegariam para conhecer tudo. Mas como me enganei. Milão é mais que a catedral e a moda. Está cheia de recantos lindos que vou conhecer numa próxima viagem. 

Ciao, Milano!

sexta-feira, 4 de agosto de 2017

Estagiar no Parlamento Europeu

Um mês após chegar a Portugal, e depois de três meses fantásticos, venho partilhar convosco a minha experiência única como estagiária no Parlamento Europeu.


Durante o curso de tradução, não tive oportunidade de realizar um estágio, que teria de ser extracurricular e que não se encaixava nos meus horários, pois tinha imenso do meu tempo ocupado pela faculdade. Depois de umas pesquisas, encontrei informações sobre estágios para tradutores no Parlamento Europeu, no Luxemburgo. Despertou-me imenso interesse e, por isso, não hesitei em inscrever-me. 

Vou contar-vos a minha experiência, ao mesmo tempo que explico como poderão, também, tê-la.

Que estágio fazer?
Não existem apenas estágios para tradutores. Estão igualmente disponíveis estágios gerais, estágios para jornalistas, o estágio «Prémio Sakharov» e estágios de formação em tradução para não licenciados.

Requisitos
Cada estágio tem os seus requisitos específicos. Para o estágio de tradução, por exemplo, é necessário ter uma licenciatura. Por outro lado, esta não tem de ser obrigatoriamente em tradução. Pode ser numa área de Humanidades, e até noutras áreas distintas, desde que o candidato comprove ter experiência em tradução e que apresente um currículo interessante.
O estágio de formação em tradução não obriga que o candidato seja licenciado, mas terá de estar matriculado numa instituição de ensino superior. Este estágio pode ser integrado no curso do estudante, caso este seja obrigado a fazer um.

O estágio de tradução
Este estágio, basicamente, consiste em traduzir documentos oficiais do Parlamento Europeu. São eles atas de sessões parlamentares, fichas técnicas, petições, ordens do dia, etc. Toda a tradução é efetuada em ferramentas de tradução assistida por computador, tais como o SDL Trados Studio e o Cat4Trad. Para mim, foi ótimo ter voltado a trabalhar com o Trados, pois tive formação deste software na faculdade, mas não o voltei a utilizar depois disso. Em dois anos, esqueci-me de imensos detalhes e não tive a oportunidade de praticar. Para quem nunca trabalhou com estas ferramentas, é dada formação no próprio Parlamento.

Duração do estágio
O estágio de tradução para licenciados tem a duração de 3 meses. Por vezes, os estagiários recebem a proposta de prolongar o estágio por mais 3 meses, estagiando, no total, 6 meses. Estas propostas são feitas pelo chefe da unidade. Os estágios Schuman (gerais, jornalismo, «Prémio Sakharov») têm a duração de 5 meses.

Bolsa/salário + custos de vida
Os estagiários de tradução recebem uma bolsa de estágio de 1293.96€ (os valores são atualizados todos os anos). Para nós, portugueses, parece uma fortuna, a julgar pelo salário mínimo português, mas para o Luxemburgo não é um valor que dê para viver confortavelmente. Um quarto na cidade do Luxemburgo custar-vos-á não menos do que 600 ou 700€ por mês. A comida nos supermercados é mais cara que em Portugal mas, se optarem por fazer compras numa grande superfície, existe uma variedade maior de produtos e de preços também. Os restaurantes são muito caros, e ainda mais ao jantar, feriados e fins de semana. A viagem para o Luxemburgo e o regresso para o país de origem também são pagos pelo Parlamento.

No Parlamento, existem várias cantinas onde podemos almoçar. As refeições mais baratas rondam os 5€, podendo ir até aos 10€. Não é um valor muito alto mas, se desejam poupar dinheiro para passearem, aconselho que não comam na cantina todos os dias.

Transportes
O Parlamento fornece um passe de autocarro a cada estagiário, o Jobkaart. Com este passe, poderão utilizar os autocarros da cidade (os que tenham um ou dois algarismos). Este passe tem de ser devolvido ao Parlamento no final do estágio.
Até aos 25 anos (inclusive), existe um ótimo desconto nas viagens de comboio, o que vos permitirá viajar bastante. Para dar um exemplo, um bilhete de ida e volta para Bruxelas custa 50€. Com o desconto que mencionei, fica por apenas 21€.

Aproveitem para viajar bastante, estamos no centro da Europa! 😊 O Luxemburgo tem uma ótima rede de transportes e é um desperdício não a aproveitar. Durante o meu estágio de três meses, viajei à Bélgica, a França, à Holanda, à Alemanha e a Itália. 

Durante o estágio, somos levados a conhecer outras instituições europeias. Vamos a Bruxelas (Bélgica) e a Estrasburgo (França). Estas visitas são obrigatórias e as despesas de viagem são asseguradas pelo Parlamento. A viagem é paga integralmente e também é pago um valor diário para o alojamento e para a alimentação (se tiverem cuidado com as despesas, o valor que vos dão chega bem). 

Para além disto, existem as famosas Velóh!. São bicicletas para aluguer e encontram-se em estações self-service espalhadas por toda a cidade. O aluguer à semana custa 1€ e ao ano custa 15€. A subscrição do serviço é feita nas próprias estações, e é imprimido um cartão de subscrição na hora. A primeira meia-hora do aluguer é gratuita e, após esse tempo, é cobrado um valor que desconheço, pois nunca ultrapassei a meia-hora. Isto porque quando via que estava a chegar à meia-hora, parava numa estação e trocava de bicicleta. E tinha mais meia-hora grátis. Há muitas estações por toda a cidade, por isso, não se preocupem com nada. 

10 boas razões para estagiar no Parlamento Europeu:

1) Conhecer um novo país (apesar de parecer que estamos em Portugal!). Esta foto foi tirada na festa do dia de Portugal no Luxemburgo.
2) Colocar conhecimentos em prática e melhorá-los.
3) Aprender novas línguas (existem aulas de várias línguas gratuitas para os estagiários). Na foto, estou com as minhas alunas, a quem ensinei português durante os 3 meses de estágio.
4) Trabalhar num ambiente agradável, divertido e descontraído. Pessoal muito fixe, a doidice deles contagia-se, cuidado! ;) 
5) Aprender sobre as instituições europeias e sobre assuntos importantes das mesmas.
6) Diferenciar o vosso CV.
7) Ter a melhor vista sobre a cidade do Luxemburgo (a unidade portuguesa de tradução situa-se nos pisos 12 e 13).
8) A facilidade de viajar até aos países vizinhos. Este é o resultado dos meus três meses no Luxemburgo! 
9) Fazer algo diferente, arejar a mente, tirar umas férias de Portugal e mudar de rotina.
10) Fazer parte da “Wall of fame” dos estagiários :)

Foram, sem dúvida, três dos meses mais felizes da minha vida. Aprendi muito, explorei, fiz muitos amigos, não me senti sozinha nem por um minuto, não tive um momento de tristeza. É isto que é estagiar no Parlamento: inclusão, partilha, trocas. O único defeito deste estágio é que passa a voar. Sejam três ou seis meses. Por isso, aproveitem ao máximo, absorvam tudo o que conseguirem, pois esta oportunidade só vos é dada uma vez.


Estou aqui para responder a todas as vossas dúvidas e curiosidades. Todo o processo de inscrição é bastante simples, mas estou disposta a ajudar no que precisarem.

Boa sorte e aproveitem! :)

domingo, 9 de julho de 2017

Bruxelas em 3 dias

Bruxelas, capital da Bélgica e da União Europeia, situa-se bem no centro da  Europa. É uma cidade extremamente rica em História, diferentes culturas, línguas e linda arquitetura. Fiquei muito impressionada com os monumentos e com a proximidade dos lugares que quis visitar. É possível visitar a maioria das atrações turísticas a pé. Porém, achei a cidade muito suja e as pessoas pouco educadas. Mas existem bastantes lugares bonitos em Bruxelas que merecem ser explorados.

O que visitar?
- Grand Place: Aqui, encontra-se a Câmara Municipal de Bruxelas, a Casa do Rei e o museu da cidade. É considerada, por alguns autores, entre os quais Victor Hugo, a praça mais bonita do mundo. Eu assino por baixo. É um lugar incrível.

- Catedral de São Miguel e Santa Gudula: De arquitetura gótica, esta colossal catedral fica a apenas 10 minutos a pé da Grand Place. Apesar de ter 15 séculos de existência, está em excelente estado de conservação, pois foi restaurada entre 1983 e 1989. Os vitrais são lindíssimos, bem como todo o interior da catedral. A entrada é gratuita. 

- Atomium: Fiquei surpreendida ao saber que este monumento foi construído em 1958, pois a sua aparência é bastante moderna. À semelhança da Torre Eiffel, em Paris (construída para a Expo 1889), o Atomium foi construído apenas para a Expo 1958, mas acabou por ficar em permanência e é, hoje em dia, um símbolo da cidade de Bruxelas. 

- Palácio Real de Bruxelas: É o palácio oficial dos reis de Bruxelas, embora estes não vivam aqui. De fachada neoclássica, possui um lindo jardim na parte da frente. 
- Arco do Triunfo: Mesmo de frente para o Parque do Cinquentenário, tem uma das melhores vistas sobre a cidade. O parque é lindo e enorme, perfeito para um piquenique a meio do passeio.

- Catedral de Notre Dame du Sablon: Situada no bairro de Sablon (centro histórico de Bruxelas), esta catedral caracteriza-se pela sua rica decoração exterior de estilo gótico e pelo seu interior barroco. A entrada na catedral é gratuita. 

- Basílica do Sacré Coeur: Esta enorme basílica é a quinta maior igreja do mundo. Não cheguei a entrar, mas sei que vale a pena. É um pouco longe do centro (cerca de 4 km), mas existem vários autocarros e metro de superfície para lá. 

- Mont des Arts: Esta praça, em homenagem às artes, com lindos jardins e famosos museus de arte, é um ótimo lugar para admirar a belíssima vista da cidade.


Onde ficar?
Fiquei hospedada no Hotel SIRU e recomendo-o pela sua localização: fica mesmo em frente à estação de comboios Bruxelles-Midi, o que dá bastante jeito a quem viaje de comboio (que foi o meu caso) e a apenas 800 metros do centro, onde estão alguns dos  principais monumentos da cidade, as lojas e os restaurantes. O seu preço também é bastante convidativo: paguei em torno de 60€ por noite com pequeno almoço já incluído. É um hotel simples, confortável e limpo.

O que experimentar?
- Chocolate Belga: Ninguém pensa na Bélgica sem pensar em chocolate. Em cada esquina, há uma chocolataria artesanal. Quem gosta de chocolate, não pode deixar de provar.
Les Frites » batatas fritas: Quem vai à Bélgica não pode deixar de provar este petisco nacional. Espessas e estaladiças, fritas na hora e com um sem fim de molhos à escolha.
- Cerveja belga: Na Bélgica existem mais de 1500 variedades de cerveja. A mais famosa é a Duvel, que se destaca pelos seus famosos 8,5% de álcool. Recomendo as cervejas de fruta também (experimentei a de cereja), que são leves e frescas. 
- Waffles belgas: Outro icónico snack belga. Porta sim, porta não, há um quiosque de waffles. Com chocolate, açúcar, mel, fruta, chantilly... podem encontrar os mais variados toppings e combinações.


Como fui apenas por três dias e, entretanto, choveu, fiquei com algumas coisas por ver na cidade. Nada que uma próxima ida não resolva :) Esta é uma ótima cidade para um fim de semana prolongado ou umas mini férias, por isso, espero ter-vos inspirado a conhecê-la! Boa viagem!

segunda-feira, 22 de maio de 2017

Maiorca, um pequeno paraíso em Espanha

Os dias que passei em Maiorca foram, sem dúvida, dos mais relaxantes que alguma vez tive em férias.
Foi a primeira vez que viajei com tudo incluído. Uma pulseira e uma semana para explorar as maravilhas de Maiorca com o meu amor.

Optámos por comprar a viagem numa agência de viagens, pois as agências têm, normalmente, pacotes promocionais que incluem voo, transferes, hotel e todas as refeições. Fica mais barato que reservar por conta própria e, sinceramente, é muito mais fácil e cómodo.

Maiorca é a maior e mais povoada ilha do Arquipélago das Baleares, em Espanha. Fica a menos de 2 horas de avião de Lisboa. O seu clima mediterrânico, com temperaturas superiores a 30º C no verão, atrai muitos turistas de toda a Europa.  Por se tratar de uma ilha, o nível de humidade é bastante elevado.


O hotel onde ficámos alojados foi o Seramar Hotel Luna Park, em El Arenal, a cerca de 15 minutos de Palma de Maiorca. Este hotel fica a 10 minutos a pé da praia. Fora do horário das refeições, está aberto um bar na zona da piscina que serve hambúrgueres, cachorros quentes, batata frita e bebidas. Nada saudável, eu sei, mas são bastante bons :) No que diz respeito a refeições principais, no geral a qualidade é boa e há opções para todos os gostos. O que mais gostei foi o facto de nos prepararem um saco de piquenique quando saíamos para excursões e não estávamos no hotel à hora de almoço.

O que fazer em Maiorca?
A questão é: o que não fazer na ilha de Maiorca? Sinceramente, uma semana não foi suficiente para eu fazer tudo o que queria.
Primeiro que tudo, P-R-A-I-A. Maiorca possui mais de 2 centenas de praia numa extensão de mais de 50 km. A sua beleza é única. Muitas são em forma de baía, a água é quentinha e azul turquesa, e a areia branca, fina e macia.

No topo da minha lista estava um desejo muito simples: fazer snorkeling. Nunca o tinha feito e adorei a experiência. Maiorca tem uma vida marinha riquíssima e as praias são incríveis. Por esta razão, recomendo um passeio de barco pela costa de El Arenal. Estes passeios podem comprar-se diretamente no hotel, nos quiosques nas praias ou nas 1001 lojinhas de excursões que há pela ilha. Há passeios de barco para todos os gostos: simples, com refeição a bordo, passeios por várias praias, há alguns até Ibiza, etc. Para terem uma ideia, espreitem aqui: https://excursionenbarco.com/en/puerto/balearic-islands/majorca/


- Praia de Es Trenc: uma das praias mais visitadas em Maiorca. A excursão pode ser comprada, mais uma vez, diretamente no hotel ou nas lojas de excursões. São 6 km de praia de água quentinha e transparente, areia fofinha e branca. Fazer snorkelling aqui é uma loucura. Desde polvos a chocos, búzios, peixes de várias espécies, vimos de tudo um pouco.


- Catedral de Palma de Maiorca: Símbolo da cidade, de visita obrigatória. Esta catedral tem uma beleza incrível. De estilo gótico, conta também com a presença de dois outros artistas que restauraram algumas partes da catedral: Antonio Gaudi e Miguel Barceló.


- Aqualand El Arenal (Parque aquático): A 10 minutos a pé do hotel. Tem imensas atrações e as filas são bastante curtas. Conseguimos experimentar tudo o que queríamos e repetimos algumas atrações. É muito diferente da Aqualand protuguesa, este tem o dobro das atrações. Vale mesmo a pena, dá para passar um dia muito divertido :)
Dica » Podem comprar a entrada no próprio parque ou no hotel, mas eu sugiro que procurem bem nas várias lojas de excursões pela cidade, pois estas oferecem diferentes preços e têm promoções. O mais caro que encontrámos foi 28€ e o mais barato 21€.


- Calas de Maiorca: É nas calas de Maiorca que se encontram algumas das mais belas praias da ilha. As calas  são praticamente impossíveis de aceder de autocarro e, por isso, não existem excursões para lá. Por essa razão, estas praias têm muito menos gente e podemos até considerá-las mais "selvagens". 
A única forma de aceder às calas é de carro. Nas lojas de excursões, há imensos preços de aluguer de carros,  e bastante acessíveis. São carros económicos e o combustível também é mais barato que em Portugal.
Dica » tentem deixar marcado o aluguer uns dois dias antes, pois os carros mais baratos são os primeiros a ser reservados. Se tiverem GPS, recomendo levarem, pois as calas são bastante difíceis de aceder, mesmo com mapa.

Há muitas calas para visitar. Visitámos as seguintes:
* Cala Llombards
* Cala Ferrera
* Cala Santanyí
* Cala d'Or
* Cala Esmeralda


Um lugar que guardarei para sempre na minha memória é a Yogurtería Danone, mesmo em frente à praia de El Arenal. Que saudades daqueles maravilhosos gelados de iogurte!




Alguns ícones de Maiorca:
- Ensaimadas » bolo típico da região confeccionado com farinha, ovos, água, pré-fermento (um processo de fermentação), açúcar e banha de porco (não, obrigada, passei)
- Pérolas de Maiorca  » em todo o lado, veem-se joias à venda confeccionadas com as famosas pérolas de Maiorca. São pérolas sintéticas, mas muito perfeitas e não agridem a natureza :)
"Flor d'Ametler", o perfume de Maiorca. Esgotado em todas as perfumarias onde o procurei.
Vendedores de melancia e coco (de ótima qualidade!) e refrigerantes na praia (e oferecem sempre fruta para provarmos :] )

Na minha lista de desejos ainda ficaram os seguintes lugares para uma próxima visita:
- Castelo de Bellver (Com um formato fora do comum - redondo)
- Palácio de La Almudaina (Alcázar Real da cidade de Palma de Maiorca)
- Ilha Cabrera (ilha inabitada onde fica o Parque Nacional do Arquipélago de Cabrera)
- Parque de diversões Katmandu
- Serra de Tramuntana (Património da Humanidade da UNESCO)
- Parque Natural de Mondragó (que tem uma praia I-N-C-R-Í-V-E-L)
- Cala Formentor

Se estiverem a pensar em ir a Maiorca, nem pensem mais. É um lugar lindo para passar umas férias maravilhosas.
Resta-me desejar-vos uma boa viagem e boas férias! :)