segunda-feira, 27 de novembro de 2017

DIY » Esfoliante de limão para as mãos


Nesta altura do ano, devido ao frio, fico sempre com as mãos desidratadas. Se vocês também têm este problema, continuem a ler, pois hoje vou ensinar-vos a fazer um esfoliante para mãos caseiro muito fácil, que vos ajudará a ter mãos suaves e hidratadas no tempo frio.
Para este cosmético caseiro, precisamos apenas de 3 ingredientes:
- Sumo de limão
à cheio de vitamina C e ácido cítrico, ajudará a aclarar a pele, a atenuar cicatrizes e marcas de envelhecimento e a renovar o tecido cutâneo.
- Azeite virgem
à faz maravilhas pela pele. Vai suavizá-la, protegê-la de rugas prematuras e vai hidratá-la em profundidade.
- Açúcar branco
à ajudará a pele a reter a hidratação. A sua textura granulada funciona como um ótimo esfoliante.
Preparação:
1)
Colocar ¾ de uma chávena de açúcar num frasco.
2) Adicionar ¼ de uma chávena de azeite virgem ao frasco com o açúcar.
3) Por fim, adicionar uma colher de sopa de sumo de limão espremido.
4) Misturar todos os ingredientes.
Podem alterar estas quantidades para fazer mais ou menos esfoliante. No entanto, é importante mantê-los proporcionais à receita.
Como utilizar:
1)
Retirar do frasco uma pequena quantidade com uma colher.
2) Massajar gentilmente o esfoliante nas mãos.
3) Lavar as mãos com água e sabão e secá-las com uma toalha.
Nem será necessário utilizar um creme hidratante de mãos a seguir a esta esfoliação, pois o azeite é um ótimo hidratante.
O frasco deverá ter tampa, para depois ser fechado e o esfoliante ficar bem armazenado. Apesar de ser um cosmético caseiro, não necessita de ser guardado no frigorífico, pois o azeite conserva a qualidade do produto.
Este esfoliante dá um presente fantástico, por isso, podem colocar-lhe um rótulo bonito e, claro, uma fita com um laço.
Se decidirem experimentar este cosmético caseiro, digam-me o que acharam.

sexta-feira, 24 de novembro de 2017

10 coisas que ninguém nos conta sobre o Luxemburgo

Três meses a viver no Luxemburgo ensinaram-me algumas coisas engraçadas sobre este pequeno país. Algumas delas tão peculiares, que resolvi partilhar. Há coisas que ninguém nos conta, acabamos por ser nós a descobrir. Deixo-vos a minha seleção:

1) O Luxemburgo inteiro está em obras. Por onde quer que andem, vai haver sempre um novo prédio a ser construído, um passeio a ser reparado, uma estrada em obras. Sabem o progresso? Ok, no Luxemburgo multipliquem isso por mil.

2) A água da torneira seca imenso a pele. Eu nunca fui muito de precisar de usar creme hidratante para o corpo. Mas a água do Luxemburgo tem muito calcário e, consequentemente, seca muito a pele. Em apenas três meses, gastei duas embalagens de hidratante.

3) Não é preciso validar/mostrar o passe no autocarro. Pois é, nem existem leitores de passes no autocarro. O resultado? Muita gente a poupar muito dinheiro. Eu arrisquei algumas vezes YOLO, quando saí da cidade (o meu passe só abrangia autocarros da cidade) e, felizmente, não me aconteceu nada. Mas atenção que, se um revisor aparece, a coima é de 150€.

4) Não há contentores de reciclagem. No Luxemburgo funciona assim: vamos à Câmara Municipal, pedimos uns sacos azuis a dizer "ValorLux" e enchemo-los de plásticos e vidros (o papel vai para contentores, mas há poucos). Num determinado dia da semana, esses sacos cheios são colocados nos passeios, em frente às casas, e um carro passa para os apanhar. Não gostei disto, pois não achei prático, além de achar feio ver a rua cheia de sacos de lixo.

5) Poucas embalagens de plástico são recicláveis. Desde sempre que reciclo e, para mim, é impensável jogar um copo de iogurte para o lixo. Mas no Luxemburgo, para além das garrafas de plástico, pacotes de leite e sumo, latas, embalagens de champô e detergentes, pouco mais vai para o contentor amarelo (ou, no caso do Luxemburgo, para o saco azul). Embalagens onde vem a carne e a fruta? Lixo. Pacotes de arroz vazios? Lixo. Invólucros de plástico? Esses reciclam-se. Mentirinha, também vão para o lixo.

6) Paga-se pelo corte do pão na padaria. Normalmente, 0,25€ ou 0,30€. Só dou a dica: comprem uma faca de pão. E uma máquina de pão, já agora, porque o pão do Luxemburgo não é lá grande coisa.

7) Não é fácil encontrar garrafões de água no supermercado. Ainda encontrei uns garrafões de 3 litros. Mas nunca de 5 litros. O motivo? Continuo à procura de respostas até hoje.

8) Encontrar queijo fresco à venda no supermercado é uma tarefa impossível. Aprendi que "fromage frais" não é bem queijo fresco, é mais queijo para barrar (tipo Philadelphia). Os queijos frescos que se cortam à fatia, como costumamos comer em Portugal, nem sinal deles.

9) Cidade ou Vila do Luxemburgo? Muitos portugueses residentes no Luxemburgo falam da Cidade do Luxemburgo (capital) como "a vila", pois fazem a tradução direta de "ville" (cidade em francês).

10) Há lugares onde só se fala luxemburguês. Por exemplo, muitos motoristas dos autocarros que vão para as pequenas localidades só falam luxemburguês. Em alguns restaurantes, o menu está apenas escrito em luxemburguês. Isto é sério. Quis comprar uma garrafa de água num McDonald's num dia de 30 e muitos graus, e a minha sorte foi haver uma portuguesa a trabalhar lá. Obrigada, portuguesa, por me salvares da desidratação. Tugas everywhere!

Luxemburgo, perdoo-te todas as doidices e defeitos. Continuo a adorar-te e a sentir-me incompleta, pois não consigo estar aí e em Portugal ao mesmo tempo. 💙